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Novo Ano

  • Foto do escritor: Duna Francesa
    Duna Francesa
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Desejo a todos os leitores um feliz ano novo! Desejo que Deus abençoe esse novo começo e nos dê forças para mais este ano que se inicia.


Dando continuidade, vamos falar um pouco sobre “ano novo, vida nova”.


Todos os anos costumam se iniciar com a mesma premissa: se o ano mudou, nossas vidas, quase que como consequência, devem mudar também. Todavia, quando o final do ano se aproxima, o único sentimento que costuma permear o pensamento das pessoas é o de insatisfação por não ter cumprido as próprias metas e, até mesmo, de desilusão perante a vida: “mais um ano passou e nada mudou”. 


Às vezes conduzimos o ano tão no automático que mal sentimos o seu fim chegar. Claro que normalmente as metas também beiram o impossível, reforçando esse sentimento de estagnação. "Esse ano eu vou ir na academia todos os dias", "esse ano eu vou ler 12 livros por mês", "esse ano vou me tornar fluente em um novo idioma", e por aí vai.


Não que essas metas não possam ser cumpridas, mas geralmente são inúmeros objetivos complexos para o mesmo período de 12 meses, desconsiderando completamente que temos uma vida para além das nossas metas.


Você que agora me lê talvez estuda, trabalha, tenha uma casa para administrar, uma família para manter, e talvez até todas essas opções de maneira simultânea. Manter equilibradas todas essas coisas 365 dias ano após ano já é uma conquista enorme, e normalmente é a mais invisibilizada.


Essa cobrança todos os inícios de ciclos são como um processo de tortura e que provavelmente surge pela comparação com a vida de outras pessoas. Eu entendo o discurso de que todos possuem 24 horas, até porque este é um fato, todavia, esse intervalo de tempo não é distribuído de maneira similar para todas as pessoas, logo, a comparação se torna um processo de autoflagelo.


Uma pessoa que pega 2 ônibus para chegar ao trabalho de segunda a sábado não possui a mesma disponibilidade de alguém que trabalha de home office de segunda a sexta. Uma pessoa que possui filhos pequenos não possui a mesma condição de alguém que não tem filhos. Uma pessoa que mora sozinha não possui a mesma disposição de alguém que mora com os pais.


Sendo assim, as metas de cada um deveriam ser criadas com base na própria realidade, mas não é isso que parece ocorrer. Criou-se um sentimento de urgência onde toda uma vida deve ser vivida dentro do intervalo de 1 ano, se não aquele ano terá sido em vão.


Esse tema é tão interessante que pretendo trazer um texto exclusivamente para essa produtividade excessiva que nos envolve, mas deixo para outro momento.


O que quero dizer é: por que nossas metas não podem ser reduzidas para se adequarem as nossas próprias realidades? O ano mudou, mas ainda somos os mesmos. Nossas responsabilidades permanecem as mesmas. Nossas 24 horas não mudaram. Eu também tenho metas para esse ano, mas se eu colocar a régua muito alta, nos primeiros dias em que não conseguir realizar o que me propus, tenho certeza que deixarei de lado com um gosto extremamente amago do fracasso.


No ano anterior, devido a diversas questões, li pouquíssimo em comparação com o costumo, então esse ano eu almejo ler mais. Entretanto, 1 livro por mês pode ser extremamente difícil. Existem meses em que tenho mais tempo, em outros, tenho menos. O mesmo vale para a academia. Alguns dias tenho mais disposição, mais facilidade de ir, já em outros, nem tanto.


Logo, parece mais palpável desejar que nesse novo ano eu seja melhor do que fui no ano anterior. E assim minhas metas magicamente se tornam atingíveis. Talvez eu nem consiga ser melhor em tudo, e tudo bem também. Viver não é uma eterna competição, e não conseguir obter destaque em tudo não é um defeito. Você não é incapaz por não ter cumprido suas metas, talvez você só seja uma pessoa normal com uma vida normal, o que já ocupa muito tempo.


Por que nos tratamos como se fossemos pessoas atoas que não fazem nada ao longo dos dias além de olhar para o teto e esperar a vida passar? Eu não consegui acompanhar o quão rápido o ano anterior passou, mas já me sinto vitoriosa por ter dado conta de chegar até aqui e presenciar mais uma virada.


Talvez minha maior meta para 2026 seja conseguir viver cada dia da melhor maneira possível para não me assustar quando 2027 chegar. Viver com intenção, e não apenas um dia após o outro.


Sentir prazer em viver cada dia, por mais simples que seja
Sentir prazer em viver cada dia, por mais simples que seja

Como esse blog também é um reflexo da minha vida, deixo minhas metas listadas para revisitar no próximo janeiro e ver o que dei conta de cumprir e o que não:



  1. Ler pelo menos 5 livros (já que ano passado eu devo ter lido uns 3);

  2. Ir na academia o suficiente para ter disposição e mais do que fui no ano anterior (o que não é muita coisa, já que devo ter ido umas 20 vezes somando o ano inteiro);

  3. Continuar meus estudos no inglês para entender um pouco melhor a língua (até porque eu não entendo quase nada);

  4. Notar intencionalmente o passar dos dias (o item mais importante dessa lista e talvez o mais difícil).


Querido leitor e amigo, agradeço por ter lido até aqui. Espero que neste ano possamos compartilhar mais ideias e viver a vida com mais leveza. Agradeço por ter me acompanhado em 2025 e informo que estarei me dedicando ainda mais para produzir um conteúdo de qualidade que mereça sua atenção e tempo. Dito isso, um feliz 2026!

 
 
 

2 comentários


Pedro Raul
Pedro Raul
há um dia

Viver é melhor do que sonhar!


Viver com intenção a frase para um 2026 melhor.

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Duna Francesa
Duna Francesa
há um dia
Respondendo a

Já diria Elis Regina!

Que possamos desfrutar e chegar ao final desse ano orgulhosos de cada passo dado.

Obrigada por comentar!☺️

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